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April 30, 2008

Tablet | The Root of All Evil?

Filed under: Uncategorized — admin @ 5:46 pm

A raiz de todo o mau? (The Root of All Evil?, em inglês) é um documentário feito para a televisão, escrito e apresentado por Richard Dawkins, que tem como foco demonstrar a prescindibilidade das religiões, evidenciando possíveis vantagens para a humanidade advindas de sua inexistência. O documentário foi exibido pela primeira vez em janeiro de 2006 na televisão inglesa, em dois episódios de 45 minutos cada. O título dado ao documentário não era o preferido por Dawkins, mas foi mantido pela emissora (Channel 4) para criar certa controvérsia.

Tabela de conteúdo


Primeiro episódio: Uma ilusão chamada Deus

Em The God Delusion (uma ilusão chamada deus), Dawkins traz à baila algumas das tradições religiosas para compará-las com o método científico, supostamente muito mais eficaz e capaz de nos mostrar a realidade. Dawkins inicia o documentário narrando ao fundo, enquanto imagens de um atentado suicida percorrem a tela: “Há neste mundo aspirantes a assassinos dispostos a matar eu e você, porque são motivados pelo que acreditam ser o mais alto dos ideais”. E segue dizendo: “Este não é só um problema do islamismo, mas é um mal que atinge igualmente o cristianismo e o judaísmo, o processo de não-pensar, chamado fé”.


Lourdes

Dawkins visita o santuário de Lourdes no sul da França, e se junta a uma multidão de romeiros em procissão. Dawkins afirma que é a mesma ilusão o que junta todos ali, e é exatamente este enorme senso de solidariedade que continua a guiá-los a uma mentira: a cura pela fé. Os peregrinos católicos acreditam que podem se curar dalguma doença tocando ou bebendo a água da nascente de Lourdes, mas Dawkins adverte que o mais provável é que, no meio de toda aquela multidão, o máximo que alguém vá alcançar é um resfriado.

Dawkins então questiona o padre Liam Griffin a respeito dos milagres de Lourdes, que segundo a igreja têm acontecido freqüentemente. O padre Griffin diz que há 66 milagres reconhecidos e outras duas mil curas que nunca foram explicadas (sendo que cerca de 80 mil peregrinos visitam o santuário todo ano), e mais milhões de “curas espirituais”. Dawkins permanece cético e questiona tais números, e aponta depois que ninguém nunca reportou o miraculoso re-crescimento de uma perna amputada. Em vez disso, afirma que as curas invariavelmente compreendem aflições que teriam melhorado de qualquer forma ..


Fé versus Ciência

Dawkins continua sua comparação entre fé e ciência. A ciência, de acordo com ele, é um processo incessante de acertos e erros, em busca duma melhor teoria. A fé, ao contrário, prende-se a verdades inquestionáveis, mesmo à sombra duma evidência científica incontestável. Um exemplo de fé que contraria a lógica é a doutrina da infalibilidade papal que revelou a assunção de Maria em 1950, baseada não em fatos, mas na tradição. Dawkins argumenta que um fato não se torna mais verdadeiro ou falso do que era no início se passado de geração em geração por centenas de anos. E em busca de um exemplo da primazia da ciência sobre a fé, relata um acontecimento de sua época de estudante, quando um visitante desbancou uma teoria de um vetusto professor de sua universidade. O professor, admitindo que estava errado, agradeceu o visitante: “Meu caro colega, desejo agradecer-lhe, estive errado por todos estes anos”.

Por fim, Dawkins evoca a teoria da evolução, de Charles Darwin, algo de imensa significação para ele, em oposição à teoria do design inteligente. Ao pé de uma montanha, utiliza elegantemente de uma analogia já explanada no seu livro A Escalada do Monte Improvável, para demonstrar o quão absurda é a teoria de um criador inteligente. Que a noção de completa complexidade da vida emergiu por chance cega ou pelas mãos de um designer inteligente, ele compara isso com a face reta de um penhasco. Por contraste sugere que a teoria da seleção natural de Darwin fornece uma explicação comparada a escalar a mesma montanha do outro lado, gradualmente, por um sutil gradiente, passo a passo. Dawkins também comenta que a hipótese de design levanta outra questão: quem fez o designer?


Colorado Springs

Em seguida, Dawkins faz uma visita à cidade de Colorado Springs (EUA), para discutir o crescimento espantoso do fundamentalismo cristão nos Estados Unidos, um país onde, de acordo com pesquisas, cerca de 45 por cento da população acredita ter o universo surgido há menos de 10 mil anos. Dawkins visita a New Life Church, um templo cristão de US$ 18 milhões, onde o pastor Ted Haggard discursa diuturnamente para mais de 12 mil fiéis. Haggard é o presidente da Associação Nacional de Evangélicos estadunidense, e afirma falar uma vez por semana com o presidente George W. Bush.

Dawkins conversa em particular com Haggard, e começa comparando o culto à uma reunião nazista (Nuremberg Rally) que faria até Joseph Goebbels orgulhoso. Haggard diz que não sabe de nada sobre Nuremberg e diz que alguns evangélicos pensam de seus serviços como um tipo de concerto de rock. Haggard afirma que a Bíblia é verdadeira e não se contradiz (um assunto altamente debatido), como a ciência supõe ser. Dawkins, entretanto, coloca que a vantagem da ciência é que novas evidências mudam as idéias, permitindo um avanço no conhecimento humano, algo que a religião não permite. Gradualmente a conversa vai se tornando ríspida.

Haggard diz que os evangélicos Americanos abraçam totalmente o método científico, esperando que ela mostrará como Deus criou o Céu e a Terra. Dawkins pergunta se ele aceita a demonstração científica de que a Terra tem 4.5 bilhões de anos de idade. De acordo com Haggard, essa é meramente uma visão aceita de uma porção da comunidade científica. Ele segue no confronto dizendo que os netos de Dawkins poderiam rir dele quando ouvissem essas afirmações. Dawkins responde “quer apostar?” Haggard insiste que alguns “evolucionistas” acreditam que o olho “simplesmente se formou do nada”. Dawkins replica que nem um único biólogo evolucionista que ele conhece pensaria assim e que Haggard claramente não sabe de nada sobre o assunto. Em resposta Haggard insiste que alguns (anônimos) “evolucionistas” que ele conheceu disseram isso. A reunião toma um rumo mais ríspido com Haggard afirmando que “esse problema” de “arrogância intelectual” é a razão porque pessoas como Dawkins e outros que contrariam o criacionismo, tem um problema com pessoas de fé. Essa cena termina com Haggard dizendo a Dawkins que quando ele envelhecer vai se encontrar num ponto em que está “errado sobre algumas coisas, certo sobre outras”, e que ele não deveria ser arrogante.

Enquato Dawkins e sua equipe se preparam para partir, acontece um breve incidente no estacionamento. Foi reportado que Haggard ordenou a equipe de Dawkins para sair de suas terras com ameaças de ações legais e confiscação de suas gravações, com a afirmação de “você chamou minhas crianças de animais”. Dawkins interpreta isso retrospectivamente dizendo que do ponto de vista da evolução, de fato leva a dizer que os seguidores de Haggard são animais, que é exatamente o que todos os humanos realmente são.

Então Dawkins vai a uma reunião de Pensadores Liberais, onde um professor de biologia revela que ele foi rotulado de “Satã Reincarnado” por ensinar evolução, e outro pensador liberal compara a situação atual com a era McCarthy.


Jerusalém

Dawkins visita a Jerusalém, algo que ele considera um microcosmo de tudo o que há de errado com as religiões. Inicialmente, Dawkins é levado por um guia à Basílica do Santo Sepulcro. Tal basílica, segundo a tradição cristã, é o local onde Jesus Cristo foi crucificado, sepultado e de onde ressuscitou no Sábado de Aleluia. Dawkins comenta sobre o que ele chama de “edgy watchfulness” (algo como uma constante observação, guarda) na Velha Cidade. Uma área em particular está sob pesada guarda: o Templo da Montanha, englobando ambas Mesquita de Al-Aqsa e o Domo da Rocha. O mesmo local é também onde fica o Templo Sagrado Judeu antigo.

Dawkins entrevista representantes dos dois lados do conflito israelo-palestino: primeiro, o judeu Yisrael Medad, e depois, o Grand Mufti da Palestina, Sheikh Ekrima Sa’id Sabri, mas ambos os lados se mostram inconciliáveis. Esperando encontrar alguém com uma visão neutra do embate que há tempos aflige Jerusalém, Dawkins entrevista Joseph Cohen, agora conhecido como Yousef al-Khattab, um judeu estadunidense que se mudou para Israel e se converteu ao Islã. Todavia, depois de oferecer boas-vindas a Dawkins, al-Khattab começa seu sermão religioso, atacando a suposta decadência de valores ocidentais.

São duas as maiores preocupações de al-Khattab. Primeiramente, ele deseja ver todos os não-muçulmanos fora da terra sagrada de Maomé. Em segundo lugar, demonstra-se imensamente preocupado com o modo como os homens ocidentais permitem “suas” mulheres se vestir - ou não se vestir. Ele não aceita que as mulheres se vistam “como prostitutas”, como ele mesmo diz, ou que aparecem “fazendo topless” na televisão. Quando perguntado sobre os atentados de 11 de Setembro, aponta como culpada a criação do Estado de Israel. “Conserte sua sociedade, conserte suas mulheres!” é seu conselho de despedida.


O bule de Bertrand Russel

Dawkins resume este primeiro episódio com a parábola do bule de chá de Bertrand Russel. Se disserem que há um bule de chá orbitando a Terra, a maioria das pessoas irá provavelmente desconfiar dessa afirmação. Entretanto, não há como provar que tal bule não esteja lá. Assim como não se pode contestar milhares de questões sobre o universo. Só porque a ciência não conseguiu ainda responder tal ou qual questão, não há porque buscar a resposta na fé, que, segundo Dawkins, nunca conseguiu responder algo de importante até hoje.


Segundo episódio: O vírus da fé

Neste segundo e derradeiro episódio, Dawkins examina a moral das religiões, argumentando contra a doutrinação das crianças. O título deste episódio vem do livro O Gene Egoísta, no qual Dawkins expôs pela primeira vez o conceito de meme, uma unidade de cultura auto-replicativa e capaz de evoluir, das quais as religiões, de acordo com Dawkins, estão repletas.


Educação sectária

Dawkins principia este episódio argumentando acerca da desarmoniosa influência das escolas paroquiais sobre toda a sociedade, com crianças segregadas e rotuladas por sua religião. Ele visita uma comunidade de judeus chassídicos em Londres, onde crianças recebem somente educação religiosa, sendo privadas de uma cultura mais ampla, como por exemplo, através da televisão. Dawkins entrevista Rabbi Herschel Gluck, e o questiona se suas crianças tem acesso permitido a idéias científicas.

Gluck afirma que é importante para uma minoria ter um espaço particular para poder expressar sua cultura e suas próprias crenças. Dawkins coloca que preferia que as tradições fossem ensinadas sem impor demonstrações falsas. Gluck enfatiza que embora eles acreditem que Deus criou o mundo em seis dias, a evolução das espécies também é ensinada, embora ele diga que a maioria dos estudantes não acreditarão nela quando saírem da escola. Gluck contrasta a tradição judaica com cientistas que “tem suas tradições”. A expressão facial de Dawkins nesse ponto parece sugerir que ele não engoliu bem essa afirmação de que a ciência é baseada apenas em “tradição”. Gluck então vai mais fundo dizendo que isso é chamado de “teoria da evolução” em vez de “lei da evolução”. Quando Dawkins aponta que o termo é usado no sentido técnico e descreve a evolução como um fato, Gluck sugere que ele é um “crente fundamentalista”.

Dawkins expressa preocupação sobre o aumento da influência religiosa nas escolas britânicas já com mais de 7 mil escolas de fé e com o governo encorajando mais, então mais da metade das Academias Municipais esperam receber patrocínio por organizações religiosas. Ele diz que o desenvolvimento mais preocupante é uma nova onda de escolas evangélicas privadas que adotaram o currículo “Educação Cristã Acelerada” dos americanos batistas, e como um exemplo liga para a Phoenix Academy, em Londres. O professor Adrian Hawkes introduz a escola a Dawkins, e faz lembrar, jubiloso, que quase toda página do material didático faz menção a Deus ou Jesus, como referências à Arca de Noé em livros de ciências. Hawkes responde dizendo que as histórias poderiam ter muito a ver com a ciência se acreditar nelas, e que a ciência que ele aprendeu na escola na sua época é ridícula hoje. Como exemplo, ele menciona que ele foi ensinado que a Lua veio dos oceanos da Terra e que de alguma forma flutuou para o espaço durante os primeiros anos da vida da Terra. Dawkins diz que isso deveria ter sido apresentada como uma forte teoria da época. Outra lição fala sobre AIDS como sendo “o preço do pecado”, então Dawkins questiona se isso não estaria misturando educação sadia com pregações de moral. Hawkes responde que sem alguém para dar a lei, “Por que estuprar é errado? Por que pedofilia é errado?” e que se as pessoas acreditarem que podem sair por aí cometendo crimes sem serem punidos então eles farão isso mesmo. Dawkins responde a isso perguntando Hawkes se a única razão porque ele não faz essas coisas é porque ele tem medo de Deus e em seguida sugere que essa atitude é característica da moralidade torta que a religião tende a instigar nas pessoas.


Religião como um vírus

Em seguida, Dawkins discute especificamente a religião vista como um vírus no sentido de um meme. Ele começa explicando como a mente duma criança é geneticamente pré-programada para acreditar em tudo que lhes é ensinado, sem nada questionar a palavra das figuras autoritativas, especialmente os pais - o imperativo evolucionista sendo que nenhuma criança conseguiria sobreviver adotando uma atitude cética sobre tudo que seus mais velhos dissessem. E é este imperativo que as tornam vulneráveis à “infecção” pela religião.

Dawkins se encontra com a psicóloga Jill Mytton, que sofreu uma rigorosa educação religiosa quando criança, e que hoje ajuda a reabilitar crianças igualmente afetadas por tal fervorosa catequização. Mytton explica que, para uma criança, imagens como o fogo do inferno não fica restrito ao sentido metafórico, mas assumem uma significação real, inspirando terror. Ela retrata sua infância como dominada pelo medo. Quando pressionada por Dawkins para descrever as realidades do Inferno, Mytton hesita, explicando que as imagens de eterno sofrimento que ela absorveu quando criança ainda tinham poderoso efeito sobre ela.

Logo depois Dawkins visita o pastor Keenan Roberts, diretor de um programa Hell House por 15 anos(comuns nos EUA, também conhecidas como judgment houses, uma casa de estilo mal-assombrado dirigida por fundamentalistas cristãos, construídas para descrever os “castigos divinos” que estão por vir para todos os pecadores, sendo operadas comumente nos dias que precedem o Halloween), produzindo shows teatrais direcionadas a crianças de doze anos ou mais uma impressão inquestionável de que pecado destrói. Vemos cenas de ensaios mostrando doutores forçando aborto em uma mulher apesar dela ter mudado de idéia, e uma cerimônia de um casamento lésbico presidido por Satã onde a mulher jura nunca acreditar que é normal e Satã cita o Primeiro Corinthians 6 onde Deus diz que a homossexualidade é igual a pecado. Roberts absolutamente acredita as escrituras sobre o pecado, e quando Dawkins questiona a base de sua moralidade, ele replica dizendo que é uma questão de fé.


Moral bíblica

Em seguida, Dawkins questiona se a Bíblia realmente fornece uma base moral adequada, e desafia que os textos são de origem e veracidade dúbias, são internamente contraditórias e, examinadas de perto, descrevem um sistema de morais que qualquer pessoa civilizada deve achar venenosa. Ele descreve o Velho Testamento como a raíz do Judaismo, Cristianismo e Islamismo, e como exemplo das leituras ele dá Deuteronômio, 13, que instrui crentes a matar qualquer amigo ou membro da família que seguem outros deuses, e Números 31, onde Moisés, nervoso com a piedade com suas forças vitoriosas mostram em levar as mulheres e crianças como cativas, instrui todos menos as meninas virgens, um ato que Dawkins descreve como genocídio. Dawkins também questiona uma passagem do Livro dos juízes, 19, em que um velho homem atira sua filha à uma multidão nervosa de “homens loucos” para ser estuprada e humilhada, numa tentativa de salvar seu hóspede (um homem) de ser estuprado pelos “homens loucos”. Na opinião de Dawkins, Deus deve ser o personagem mais maldoso da ficção.

Dawkins então se volta para o Novo Testamento, o qual, à primeira vista, descreve ele, apresenta um progresso moral indubitável em relação ao antigo livro. Mas é repelido pelo que ele chama de doutrina sadomasoquista de São Paulo, onde Jesus teve que ser torturado e morto para que pudéssemos nos redimir e pergunta “se Deus queria perdoar nossos pecados, porque não apenas perdoá-los? A quem Deus está tentando impressionar?” Ele diz que a ciência moderna mostra que a alegação dos perpetradores Adão e Eva nunca nem existiram, acabando com a doutrina de São Paulo.

Posteriormente, Dawkins entrevista o reverendo Michael Bray, que segue a Bíblia ao pé da letra - ele gostaria de ver a pena capital forçada para o pecado do adultério, por exemplo. Bray era amigo de Paul Jennings Hill, sentenciado à morte em 2003 por matar um médico que realizara um aborto. Bray defende o ato de Hill, dizendo que ele deve estar se dando muito bem no céu. Dawkins também conversa com Richard Harries, ex-bispo de Oxford, um liberal anglicano mais pragmático. Harries vê as escrituras sagradas como textos que devem ser lidos no contexto da época quando foram escritos, e interpretados pela luz da modernidade. Dawkins pergunta a Harries sobre sua atitude sobre os milagres - ele acredita no nascimento virgem, por exemplo? Não está “no mesmo nível” da ressurreição, diz Harries.


Moral secular

Por fim, Dawkins busca uma explicação para a moral baseada na evolução biológica, que ele considera mais esperançoso do que os textos antigos. Junto com o psicólogo evolucionista Oliver Curry, discute acerca da moral primordial encontrada entre os chimpanzés. Curry assevera que não precisamos de religião alguma para explicar a moral e que ela só é um obstáculo. Uma explicação mais convincente se encontra nos conceitos de altruísmo recíproco e seleção de parentesco.

Depois de uma breve análise dos valores seculares, Dawkins inicia uma discussão sobre a moral com o novelista Ian McEwan. McEwan toma como ponto de partida a mortalidade humana, o que deveria nos guiar naturalmente para uma moral baseada na empatia - uma coisa que ele clama, deveria nos conferir um senso claro de responsabilidade por nossa curta estada na Terra.

Dawkins termina com um argumento que o Ateísmo não é uma receita para o desespero mas justamente o contrário; em vez de ver a vida como um julgamento que deve ser enfrentado antes de atingir um plano místico, um ateísta vê essa vida como tudo que temos, e por negar uma vida após a morte podemos ter mais excitação nesta vida. Ateísmo, Dawkins conclui, é a afirmação da vida de uma maneira que religião nunca poderá ser.


Citações

  • Chegou a hora de todas as pessoas racionais dizerem: já basta. A fé religiosa desencoraja o raciocínio independente, desarmoniza, e é perigosa.
  • Para muitos, parte do processo de amadurecer é aniquilar o vírus da fé com uma boa dose de reflexão racional. Mas se um indivíduo não consegue fazê-lo, sua mente ficará para sempre num estado infantil, e há um enorme perigo de que este indivíduo venha a infectar a próxima geração com este mesmo vírus.
  • O deus do Velho Testamento só pode ser um dos mais desagradáveis personagens de ficção de todos os tempos: egoísta e orgulhoso disto, insignificante, vingativo, injusto, rancoroso, racista, um deus que encoraja seus seguidores à prática do genocídio.
  • O fundamentalismo cristão está em ascensão entre o eleitorado da única superpotência do mundo, incluindo o presidente. Se você acredita em pesquisas, 45 por cento dos estadunidenses, cerca de 135 milhões de pessoas, acreditam que o universo foi criado há menos de 10 mil anos.
  • Nós iremos todos morrer, e é isso que nos torna tão sortudos. A maioria das pessoas nunca morrerá, porque nunca irá sequer nascer.
  • Nós somos todos ateus em relação à maioria dos deuses em que a sociedade já acreditou. Alguns de nós só vão um deus adiante.


Críticas

Richard Dawkins, em artigo publicado no New Statesman Richard Dawkins, 2006. “Diary.” New Statesman, afirmou que a correspondência recebido pelo Channel 4 (emissora responsável pela produção e exibição do documentário) lhe era favorável numa razão de dois para um. Jornalistas, incluindo Howard JacobsonHoward Jacobson, 2006. “Nothing like an unimaginative scientist to get non-believers running back to God.” The Independent., acusaram Dawkins de dar voz a extremistas, afirmação que Dawkins refutou, asseverando que nenhum dos maiores líderes religiosos do Reino Unido concordaram em participar do documentário. Dawkins também foi criticado pelo teólogo Keith Ward, pela suposta visão simplista acerca das religiões apresentada pelo documentárioKeith Ward, 2006. “Faith, hype and a lack of clarity.” The Tablet.. Mas uma apreciação veio de Johann Hari para o The Independent “Nós nunca precisamos de Richard Dawkins mais do que agora”.


Referências


Ligações externas

  • Página oficial do documentário (Channel 4)
  • Crítica favorável do biólogo Dan Jones: The God Delusion, The Virus of Faith
  • Crítica de Madeleine Bunting no The Guardian
    • Resposta de Dan Jones
  • Crítica de Keith Ward no The Tablet (somente um acesso a cada 24 horas é permitido)
  • Crítica de Paul Taylor em Answers in Genesis
  • Resposta de Dawkins às críticas no The New Statesman

Vídeos

  • The Root of All Evil? -Primeiro episódio (Parte 1) no YouTube com legendas em Português
  • The Root of All Evil? -Primeiro episódio (Parte 2) no YouTube com legendas em Português
  • The Root of All Evil? -Primeiro episódio (Parte 3) no YouTube com legendas em Português
  • The Root of All Evil? -Primeiro episódio (Parte 4) no YouTube com legendas em Português
  • The Root of All Evil? -Primeiro episódio (Parte 5) no YouTube com legendas em Português
  • The Root of All Evil? - Trecho sobre as diferenças entre Religião e Ciência no YouTube com legendas em Português
  • The Root of All Evil? -Segundo episódio (Parte 1) no YouTube com legendas em Português
  • The Root of All Evil? -Segundo episódio (Parte 2) no YouTube com legendas em Português
  • The Root of All Evil? -Segundo episódio (Parte 3) no YouTube com legendas em Português
  • The Root of All Evil? -Segundo episódio (Parte 4) no YouTube com legendas em Português
  • The Root of All Evil? -Segundo episódio (Parte 5) no YouTube com legendas em Português
  • Primeiro episódio no Google Vídeo com legendas em Espanhol
  • Segundo episódio no Google Vídeo com legendas em Espanhol
  • Episódio 1 Episódio 2 Vídeos no formato mp4 para download

Do Windows XP Tablet | Windows Live Writer

Filed under: Uncategorized — admin @ 9:50 am

Windows Live Writer é um programa de computador filiado ao grupo de aplicações Windows Live desenvolvido pela Microsoft. Sua principal função é fornecer uma interface simples para escrever e publicar postagens em blogs. Está disponível para Windows com compatibilidade ao framework .NET.

Ao iniciar o programa pela primeira vez, ele exibe um assistente para que seja inserido um blog para publicação através do Writer. Existem duas possibilidades básicas: utilizando Windows Live Spaces ou utilizando em qualquer outro serviço de blog. Escolhendo a segunda opções, o programa pede informações como endereço da página, nome de usuário e senha e, caso reconheça o sistema como compatível, leva o usuário direto à tela para escrever postagens.


Sistemas de blog compatíveis

  • Windows Live Spaces
  • Blogger
  • LiveJournal
  • TypePad
  • Wordpress
  • MetaWeblog
  • Movable Type
  • Todos os blogs com suporte à RSD


Recursos

  • Possibilidade de formatar textos com os recursos avançados de um editor de textos.
  • Quatro modos de exibição:
    • Normal: Somente conteúdo do post.
    • Web layout: Visual apenas da parte do blog onde será publicado o post.
    • Web preview: Apenas visualização. Exibe o post inserido no blog.
    • HTML code: Código html apenas do post.
  • Efeitos básicos de edição de imagem.
  • Publicação direta no servidor do blog.
  • Recursos recentes de postagem em blogs tags
  • Possibilidade de adição de mapas do Windows Live Local


==

  • Blog oficial da equipe do Live Writer
  • Avaliação do Writer no blog DiogoAzevedo.com
  • Plugins para o Writer

Eles custam | Magdaleniano

Filed under: Uncategorized — admin @ 5:00 am

O último período da Era Paleolítica, caracterizado pelo apogeu da indústria do osso (zagaias, arpões) e da arte mural (afrescos de Lascaux, de Altamira).


==

  • Paleolítico
  • Arte do Paleolítico

Magdaleniano
É o último período da Era Paleolítica, caracterizado pelo apogeu da indústria

do osso (zagaias, arpões), ou seja eles começam a ser “artesãos” e da arte

mural (afrescos de Lascaux, de Altamira).É caracterizado peo período da pedra

polida, onde o homem ja consegue dominar suas tecnicas. Eles dominavam tanto

as suas tecnicas que conseguiam produzir “artes” em alto e baixo relevo,

dominavam a policromia (mistura de cores).

April 29, 2008

Dedicadas ao | Puericultura

Filed under: Uncategorized — admin @ 10:45 pm

Puericultura - do Latim pueril = infantil

Pu.e.ri.cul.tu.ra, substantivo feminino

O termo “puericultura” surgiu em 1762, em um tratado do suíço Jacques Ballexserd. O termo foi reafirmado em 1865. Chega ao Brasil, a partir da França, por Moncorvo Filho, que funda, em 1899, o Instituto de Proteção e Assistência à Infância do Rio de Janeiro.

É a ciência médica que se dedica ao estudo dos cuidados com o ser humano em desenvolvimento. Mais especificamente com o acompanhamento do desenvolvimento infantil. É tradicionalmente uma subespecialidade da Pediatria, mas, se conceituada Lato senso, envolve também ações Pré-Natais e mesmo Pré-Concepcionais dedicadas à prevenção de patologias que se desenvolvem no feto e afetam a vida do futuro recém-nascido. A primeira obra que trata do tema especificamente neste enfoque foi escrita em 1998 pelo médico brasileiro Dr. Celso Eduardo Olivier e encontra-se disponibilizada integralmente em seu [Web Site http://www.docsystems.med.br]

Laptop | Marcelo Tosatti

Filed under: Uncategorized — admin @ 8:15 pm

Marcelo Tosatti (Curitiba, 27 de maio de 1982) é programador de computadores. Foi responsável pela manutenção da versão 2.4 do kernel do sistema operacional Linux entre novembro de 2001 e agosto de 2006. Atualmente trabalha na empresa RedHat, preparando os softwares para o “Laptop de 100 dólares”, que é um projeto de inclusão digital desenvolvido pela One Laptop per Child (”Um Laptop por Criança”), organização sem fins lucrativos que reúne o Massachusetts Institute of Technology (MIT), a empresa RedHat e outros patrocinadores.


Resumo biográfico

Primeiros anos

Cresceu em Curitiba e desde os onze anos de idade começou a interessar-se por computação, “mexendo” nas máquinas que um dos irmãos mais velhos trazia do Paraguai, para comercializar. Começou brincando com jogos e, depois, familiarizou-se com o MS-DOS. Foi apresentado ao sistema operacional Linux por um amigo. Levou praticamente dois meses tentando instalá-lo em sua máquina. A partir daí, passou horas e mais horas na frente do computador, inclusive todo o período de férias escolares, mostrando-se profundamente envolvido com o Linux e o desafio de programar.

Desde muito cedo participa de listas de discussões, sendo que aos catorze anos começou a trabalhar na empresa Conectiva, como estagiário, e pelos próximos seis anos em várias outras atribuições, quando se envolveu com a programação do núcleo do Linux.

Mantenedor da versão 2.4 do kernel Linux

Em novembro de 2001, por indicação de Alan Cox, foi convidado por Linus Torvalds a tornar-se mantenedor da versão 2.4 do kernel do Linux. Em 26 de novembro do mesmo ano lançou a revisão 2.4.16. Este convite foi de grande relevância histórica, uma vez que jamais se esperava que um latino-americano tão jovem (estava na época com apenas 19 anos de idade) e obviamente sem tempo para ter uma formação acadêmica, fosse o escolhido. A versão 2.4 teve grande importância por ter sido a que trouxe popularidade para o Linux.

Em junho de 2003, conheceu em Porto Alegre a sua atual esposa, Suzana, durante o Fórum Internacional de Software Livre. No mês seguinte, mudou-se para Porto Alegre e começou a trabalhar remotamente para a Cyclades Corporation. Também foi o mantenedor da arquitetura Power PC 8xx no kernel 2.6 do Linux.

Em agosto de 2006 desligou-se oficialmente da manutenção do kernel 2.4, assumida pelo programador francês Willy Tarreau.

RedHat e “Laptop de 100 dólares”

A partir de maio de 2006 começou a trabalhar para a RedHat, onde faz parte da equipe coordenada por Cristopher Blizzard, dedicada exclusivamente ao projeto “Laptop de 100 dólares” da One Laptop per Child (OLPC). Marcelo trabalha no kernel do Linux Fedora, na biblioteca de softwares básicos, em compiladores e com toda a infra-estrutura da suíte de softwares que deverão acompanhar o laptop.


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  • Linux
  • Laptop de 100 dólares


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  • Entrevista de Marcelo Tosatti para Jeremy Andrews
  • Entrevista de Marcelo Tosatti para Site LinuxIT

Maneira o usuário | Bibliotecário de referência

Filed under: Uncategorized — admin @ 7:25 pm

Bibliotecário de referência: O bibliotecário de referência é o profissional especializado em dar assistência aos usuários no uso das fontes de pesquisa de uma biblioteca.

Muitas bibliotecas buscam realizar seus serviços de informação não apenas por meio de livros, mas também através de outros suportes como por exemplo: periódicos, teses, microfilmes, fotografias, mapas, gravuras etc.

Para realizar esses serviços é necessário que a biblioteca conte com a ajuda de profissionais capacitados que saibam localizar dados e interpretar os pedidos de informação feitos pelos usuários. Então, cabe ao bibliotecário de referência a incumbência dessa tarefa.

Esse profissional tem um papel muito importante, pois ele é um intermediário entre a informação e o usuário. Ou seja, ao auxiliar uma pesquisa, ele contribui para o aumento do patrimônio cultural desse usuário, tendo em vista que o bibliotecário de referência prestou uma informação relevante que supriu a necessidade informacional desse usuário.


Bibliografia

GROGAN, Denis. A prática do serviço de referência. Brasília, DF: Briquet de Lemos/Livros, 1995. 196p.

XP Tablet PC | Musique concrète

Filed under: Uncategorized — admin @ 1:15 pm

Musique concrète (do francês, literalmente, “música concreta”) é o nome dado à um tipo de música eletrônica produzida a partir de edição de áudio unida à fragmentos de sons naturais e/ou industriais. A música concreta, engloba todos os processos que incluam a junção de partes completas ou fragmentos de sons “les objects sonores” e que podem ser sons do ambiente e de todo o tipo de ruídos até aos instrumentos musicais. Estes fragmentos são primeiro gravados e modificados posteriormente num estúdio especializado. Note-se que os sons utilizados para fazer música concreta não eram em regra sons obtidos a partir de instrumentos electrónicos. Uma vez que os sons são gravados antes do processo de construção da música em si, ao invés da melodia ser escrita antes que um instrumentista possa transformá-lo em som, pode dizer-se que é o oposto do modo tradicional de composição. O estilo nasceu entre o final da década de 40 e início da década de 50, acompanhando os desenvolvimentos da tecnologia na área de áudio, mais prominentemente com os microfones, e a disponibilidade comercial de gravadores magnéticos, utilizados como tape loops.


Novos caminhos que levaram ao aparecimento deste conceito

- Da Música electroacústica à Música concreta

Nos finais do Século XIX, a música que se fazia até então na Europa, começava a entrar por novos caminhos, nomeadamente o surgimento do conceito de Atonalismo. No entanto, desde esta altura e durante toda a primeira metade do Século XX, muitos foram os estilos que vieram inovar a maneira de fazer música.

A Segunda Guerra Mundial, apesar do efeito devastador que teve, acabou por trazer indirectamente algumas vantagens. Uma delas foi sem dúvida, o desenvolvimento tecnológico a vários níveis. Uma das áreas de grande desenvolvimento foi a indústria do som e das estações de rádio que, com o fim da guerra, se revelaram determinantes no progresso da música concreta. O período que se seguiu foi de prosperidade e de crescimento económico, o que possibilitou a criação de incentivos a muitas empresas e instituições. As emissoras de rádio, por exemplo, foram apetrechadas com estúdios bem equipados e inovadores. Das novas invenções, destacam-se os microfones e os gravadores magnéticos (criados em 1939), estes últimos que possibilitaram pela primeira vez a mistura de sons. Surge assim o conceito de música electroacústica.

O conceito de “música electroacústica”, sobretudo na Europa, acaba por se difundir muito em parte pelos esforços da “Radiodiffusion Télevision Française” em Paris e pela Westdeutcher Rundfunk em Colónia. Ambos os grupos tinham uma identidade artística muito própria. O grupo do estúdio parisiense dedicou-se ao seu estilo próprio “Musique Concrète” enquanto o grupo alemão se dedicou à “elektronische Musik”. As controvérsias entre estes dois grupos acabaram por se instalar já que cada tinha a sua própria concepção daquilo que era a música electroacústica.


Como surgiu?

Pierre Schaeffer, engenheiro electrotécnico e locutor de uma rádio Parisiense, iniciou as primeiras experiências no estúdio por volta de 1948-1949. As primeiras composições de Shaeffer, que incluíam a manipulação sonora por meio da variação da velocidade ou do sentido de leitura das gravações, tinham um efeito musical fraco, muitas vezes incoerente pela sua natureza fragmentária. Em 1951, cria o Grupo de Pesquisa de Música Concreta (Groupe de Recherche de Musique Concrète – GRMC) após se estabelecer na R.T.F e se associar ao compositor Pierre Henry. Surgem assim, as primeiras composições com resultados mais substanciais: Symphonie pour un homme seul e a ópera Orpheé 51, esta última utilizando aparelhos como o Morphophone e os Phonogènes, que funcionavam com gravações em fita magnética.

As diferentes opiniões entre franceses e alemães levaram Schaeffer a publicar o ensaio Esquisse d’un solfège concret que veio reafirmar e sistematizar as suas ideias no panorama de então. Mais tarde, em 1966, os seus estudos levaram-no à publicação, de Traité des objets musicaux, com base nos estudos anteriores de Esquisse d’un solfège concret. Neste trabalho, Schaeffer estabeleceu 33 critérios de classificação divididos pelas 3 dimensões fundamentais do fenómeno sonoro – o plano harmónico, o plano dinâmico e o plano melódico – que permitiam 54 000 combinações distintas. Ao tentar classificar todos os sons produzidos por objectos, dividiu as suas características em sete categorias distintas:

A textura: organização do som.
A dinâmica: descrição da intensidade das diferentes características do som;
O timbre harmónico: qualidades particulares referentes à cor dos sons;
O tipo de melodia: evolução temporal do espectro global do som, desenvolvimento da melodia;
Desenvolvimento da textura: evolução temporal das componentes estruturais internas dum som;
Análise das irregularidades do som;
Inflexão do som: análise dos vibratos do som.

Apesar dos estudos aprofundados que efectuou, Schaeffer não conseguiu mais do que meras ligações passageiras com compositores como Boulez, Messiaen, Milhaud, Varèse e Stockhausen, estes talvez desencorajados pelos resultados sonoros pouco refinados.

À medida que técnicas de processamento electrónico se tornavam progressivamente mais aceites, os princípios da “musique concrète” acabaram por se revelarem um pouco desactualizados. Perante esta situação, Schaeffer tentou encontrar uma perspectiva mais universal - experiences musicales – o que levou à aproximação do conceito inicial de “música concreta” ao conceito de “Elektronische Musik”.

Pierre Schaeffer, um radialista parisense, criou algumas das peças primárias de Musique Concrète, incluindo “Étude aux chemins de fer” (”Estudo com trens”), “Étude au piano I” (”Estudo ao piano I”) e “Étude aux casseroles” (”Estudo com pães franceses”). Cada uma dessas peças envolvia aumento de velocidade, looping e reversão nas gravações, que traziam sons de trens, pianos e um forno com ruídos. Schaegger também colaborou com outro pioneiro da Musique concrète, Pierre Henry. Juntos, eles criaram músicas como “Symphonie pour un homme seul” (”Sinfonia para um homem solitário”).

O estilo foi assim combinado com outra forma de música eletrônica, mais sintetizada, para criar “Poème électronique” de Edgar Varèse. A obra foi executada na World’s Fair em Bruxelas, Bélgica, em 1958, através de 425 alto-falantes cuidadosamente posicionados em um pavilhão especial desenvolvido por Iannis Xenakis.

A compositora fictícia Hilda Tablet, criada por Henry Reed, falou sobre sua criação da Musique concrète renforcée.

Depois da década de 50, a musique concrète foi de certo modo substituída por outras formas de música eletrônica, mas sua influência pode ser vista na música popular através de várias bandas, incluindo os Beatles, na música Revolution 9, e Pink Floyd (mais notávelmente na música “Bike”). Por volta de 1967 e 1968, Frank Zappa compôs várias obras de musique concrète no Apostolic Studios em Nova York. O som resultante, ouvido em músicas como “The Chrome Plated Megaphone of Destiny” e “Dwarf Nebula Processional March & Dwarf Nebula”, é uma série de ruídos e barulhos bizarros.

A Musique concrète tradicional (e a não-tradicional) teve seu revival nas década de 80 e 90. Artistas como Ray Buttigieg, com suas séries de experimentos “Earth Noise” e “Sound Science Series”, e os Plunderphonics de John Oswald, usam sons aleatórios e intencionais, editados na forma antiga, apesar da fita magnética ter sido substituída com a tecnologia de samples.

Recentemente, a popularidade crescente da música eletrônica levou um renascimento da Musique concrète. Artistas como Christian Fennesz, Francisco Lopez, Ernesto Rodrigues e Scanner empregam várias técnicas do estilo em suas músicas, sendo classificados sob genêros mais comuns da música eletrônica, como IDM ou downtempo. Revistas de música como a The Wire regularmente publicam artigos e resenhas de musique concrète.


Links externos

  • Ensaio sobre musique concrète

Laptop | Creative Zen

Filed under: Uncategorized — admin @ 8:35 am

Creative Zen é uma gama de leitores de música digital produzida pela Creative Labs. Alguns modelos possuem uma zona sensível ao toque para navegar pelos menus similar à roda clicável do iPod, mas utilizando uma barra vertical em vez de um círculo. São capazes de reproduzir os formatos MP3, WMA, e WAV e são compostos por pequenos discos rígidos em vez de memória Flash, com excepção dos modelos Zen V, Zen V Plus e Zen Neeon.

A Microsoft suporta os leitores Zen, oferecendo-lhes total compatibilidade com o Windows Media Player 10 e marcando-os com o certificado Microsoft PlaysForSure, que lhes confere compatibilidade com o formato de música da Microsoft, o WMA, e que serve de marcação para garantir que certos leitores são compatíveis com lojas de música que também possuam esse certificado. Os leitores Zen são também compatíveis com o Microsoft Outlook para planeamentos diários e para funções de calendário.

Esta gama de leitores de música digital armazena os ficheiros e os metadados numa base de dados interna, ao contrário do sistema de ficheiros utilizado pela maioria dos outros leitores.

Tabela de conteúdo


Hardware

Os dispositivos Zen usam um único processador de sinal digital como seu CPU com poucos circuitos periféricos. O CPU trata directamente da descodificação de todos os ficheiros MP3 e WMA sem quaisquer chips aceleradores especiais. Todos os modelos actuais são baseados no processador Texas Instruments TMS320 e algumas das suas variantes. As zonas sensíveis ao toque dos novos modelos são controladas por controladores Synaptics.


Modelos

Actualmente, existem onze modelos principais Zen: o Zen Touch, Zen Micro, Zen MicroPhoto, Creative Zen, Zen Neeon, Zen Vision, Zen Vision:M, Zen V, Zen V Plus, Zen Sleek e Zen Sleek Photo. Existe também um leitor de vídeo portátil chamado Zen Portable Media Center.


Zen Touch

O Creative Zen Touch foi lançado no verão de 2004. Marcou a quarta geração de leitores de MP3 Zen, e representou uma mudança significativa dos modelos Jukebox baseados em discos rígidos de 2,5 polegadas. Incorporou mudanças radicais no design, funcionalidade e tecnologia para competir com o iPod.

Este modelo tem um formato menor que o modelo iPod existente na altura do seu lançamento, um ecrã de retro-iluminação azul e um design industrial curvado. Para além disso, o aparelho usa uma barra vertical sensível ao toque e à pressão na parte da frente para uma navegação facilitada pelos menus e ficheiros. Estas mudanças foram possíveis graças ao uso de um disco rígido de 1,8 polegadas da Toshiba também usado no iPod. O Creative Zen Touch está disponível em versões de 20 GB e 40 GB de capacidade de armazenamento e de 60 GB por parte de actualizações de terceiros.

Ao contrário das duas gerações anteriores, o Zen Touch não tem uma bateria removível. No entanto, e segundo a Creative, a bateria proporciona até 24 horas de reprodução de música a 128 kbit/s.

Uma nova versão do firmware foi lançada depois de um ano, supostamente para resolver muitos problemas que afectavam o leitor. Uma outra actualização foi lançada a Outubro de 2005, versão essa que resolveu todos os grandes problemas que existiam no Zen e que lhe adicionou a compatibilidade Plays For Sure. Isto permitiu a sincronização totalmente automatizada e garantiu que o Zen nunca mais precisaria de drivers para trabalhar no sistema operativo Windows 2000 ou superior.


Zen Micro

O Creative Zen Micro foi lançado em Novembro de 2004 e consiste num leitor de música digital com um minúsculo disco rígido, disponível em 10 cores diferentes.

É muito menor que o Zen Touch e dispõe de uma interface semelhante para a navegação em menus e ficheiros. Tem uma bateria removível que suporta até 12 horas de reprodução contínua de música. Para além disso, o leitor tem um ecrã LCD retro-iluminado, botões e algumas zonas fluorescentes e oferece capacidades de armazenamento de 4GB, 5 GB e 6 GB. Dispõe também de Rádio FM com possibilidade de gravar transmissões, gravador de voz e microfone, pode actuar como disco rígido externo de um computador e pode sincronizar contactos, tarefas e calendários com o Microsoft Outlook.

Como acessórios, o Zen Micro pode ter auscultadores da mesma cor do aparelho, auscultadores sem fios e um controlo remoto.


Zen MicroPhoto

O Zen MicroPhoto, também chamado de Zen Micro Photo, possui as mesmas funcionalidades do seu antecessor Zen Micro, excepto o suporte Audible.com e o facto de possuir um ecrã OLED de 262 144 cores para mostrar imagens. Uma das versões deste modelo tem 8 GB de capacidade de armazenamento e pode alojar milhares de JPEGs ou 4000 músicas, de acordo com a Creative. Ao contrário da bateria de 12 horas de autonomia do Zen Micro, este modelo possui uma de 15 horas de duração. Esta versão está disponível em diversas cores, mas a versão de 4 GB apenas está disponível em preto.

Introduzido no CES (Consumer Electronics Show) 2005, o Zen MicroPhoto ganhou o prémio de “Melhor do CES”. A data de lançamento prevista era a Primavera de 2005, mas acabou por ser lançado apenas no Verão do mesmo ano.


Creative Zen

O leitor Creative Zen foi lançado em Maio de 2005. Tem uma estrutura de magnésio, 20 GB de armazenamento e uma bateria não removível.


Zen Neeon

O Zen Neeon é uma nova adição à família Zen. Tem espaço de armazenamento de 5 GB e uma autonomia de 16 horas ou de 19 horas se já estiver instalada a nova versão do firmware. Possui um ecrã LCD retro-iluminado de 7 cores, Rádio FM e microfone. Não utiliza drivers específicos da Creative, sendo reconhecido como um dispositivo de armazenamento USB.

Em Novembro de 2005, a gama Zen Neeon foi actualizada com uma nova versão de 6 GB e com outras novas versões de memória Flash de 512 MB, 1 GB e 2GB de capacidade de armazenamento.


Zen Vision

O Zen Vision foi lançado em 2005 e desde que surgiu ganhou os mais variados prémios. Suporta reprodução de música (nos formatos WMA, WMA-DRM, MP3 e WAV), vídeo (nos formatos WMV, Motion JPEG, MPEG-1, MPEG-2, MPEG-4, DivX 4, DivX 5 e XviD) e visualização de imagens (no formato JPEG). Utiliza um disco rígido de 30 GB e pode ser usado como disco rígido externo para armazenar ficheiros do computador. Vem equipado com um microfone, Rádio FM, calendário e um Organizador.

O Rádio FM mostra a frequência e a força do sinal quando está a ser executado ou quando se encontra a gravar. É também possível sincronizar o leitor com o Microsoft Outlook para manter as informações do aparelho actualizadas.

O leitor tem também um ecrã LCD de 3,7 polegadas de 640 x 480 pixéis de resolução e uma porta de saída de vídeo em PAL ou NTSC. A flexibilidade do leitor é demonstrada pela inclusão de um leitor de cartões de memória CompactFlash que pode ser usado para transferir conteúdos para o aparelho. No entanto, apenas imagens e videos podem ser importados e visualizados. Um asaptador para outros cartões de memória está também disponível como acessório. O Zen Vision suporta também um controlo remoto por Infravermelhos.


Zen Vision:M

O Zen Vision:M foi lançado antes do Natal, em Dezembro de 2005. Como o Zen Vision, mas mais limitado, o Zen Vision:M reproduz música nos formatos WMA, MP3 e WAV, vídeo nos formatos WMV-9, Motion JPEG, MPEG-1, MPEG-2, MPEG-4, DivX e XviD, visualiza imagens no formato JPEG, incorpora um Rádio FM com possibilidade de gravar transmissões e possui comandos de voz introduzidos pelo microfone. Saída de sinal de TV é também suportada numa resolução de 640 x 480, embora um cabo vendido à parte seja necessário para desfrutar desta funcionalidade. O leitor incorpora um ecrã LCD de 2,5 polegadas de 320 x 240 pixéis de resolução e 262 144 cores e tem uma autonomia de reprodução de músicas de 14 horas e de reprodução de vídeos de 4 horas. Durante a reprodução de músicas podem também ser mostradas imagens como a capa do álbum da música em questão ou outras imagens. Embora as capas dos álbuns não possam ser redimensionadas, na visualização de imagens é possível fazer-se zoom e rodar as imagens. É também possível utilizar o aparelho como um disco rígido externo.

O leitor está disponível em cinco cores: azul, verde, cor-de-rosa, branco e preto.

Devido à sua popularidade e às suas funcionalidades, o Zen Vision:M já ganhou um grande número de prémios, incluindo o “Melhor da Exposição” e o “Melhor da Categoria” do CES (Consumer Electronics Show) 2006.


Zen V Plus

O Zen V é o novo leitor de música digital de memória Flash da Creative, anunciado em Junho de 2006. Incorpora um ecrã OLED a cores de 128 x 128 pixéis de resolução e está disponível em preto e branco, com os botões a cor-de-laranja na versão de 1 GB e a verde para a versão de 2 GB. A versão de 4 GB só está disponível em preto com os botões a azul. O Zen V Plus tem Rádio FM e reproduz vídeo, mas o Zen V não. Ambos os modelos lêem os formatos MP3, WMA, IMA e ADPCM, para além de imagens e capas de álbuns em JPEG. Também possuem microfone para gravação de voz e uma entrada de line-in. A bateria fornecida confere-lhes autonomia de 15 horas de reprodução de músicas.

De acordo com a Creative, os leitores foram lançados em Julho e Agosto de 2006.


Zen Sleek / Zen Sleek Photo

O Zen Sleek é um descendente do Zen Touch com capacidade de armazenamento de 20 GB, Rádio FM e microfone para gravações. É menor que o Zen Touch e possui uma estrutura de alumínio. Pode ser sincronizado com o Microsoft Outlook para manter actualizado o calendário, os contactos e a lista de tarefas. Também tem um modo de disco rígido USB externo que pode ser usado para armazenar ficheiros do computador. Reproduz ficheiros MP3, WAV e WMA e fornece 20 horas de autonomia.

Utiliza a mesma barra sensível ao toque e à pressão do Zen Touch, mas o botão OK foi removido. Em vez de o usar, o utilizador apenas precisa de dar um pequeno toque na zona adequada para seleccionar o que pretende, da mesma maneira que faria com um rato de um laptop.

O Zen Sleek Photo está também disponível, beneficiando de um ecrã a cores.


Zen Portable Media Center

O Zen Portable Media Center foi lançado em 2004 e lê o formato de vídeo da Microsoft (WMV – Windows Media Video), MP3, WMA e imagens em JPEG. Também suporta outros formatos de vídeo, desde que convertidos para WMV com o software fornecido. Utiliza um disco rígido de 1,8 polegadas da Toshiba e pode ser actualmente actualizado para um de 40 GB ou 80 GB.


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  • Creative Labs
  • iPod


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  • Site de Acesso a todos os Leitores de Música Digital Creative
  • Site Oficial do certificado Plays For Sure da Microsoft

Utilizar o computador | Mark Moran

Filed under: Uncategorized — admin @ 7:00 am

Mark Moran é um produtor de cinema e anteriormente “designer” de jogos de computador. Foi o programador chefe e o “designer” técnico do jogo de computador The Last Express e um dos produtores do premiado documentário “Chavez Ravine: A Los Angeles Story”.


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  • registro no IMDb
  • Web site pessoal

Que utilizam o | Impressora de sublimação

Filed under: Uncategorized — admin @ 6:40 am

As impressoras de sublimação (ou impressoras de sublimação de cor) são um tipo de impressora que utilizam o calor para transferir a tinta sob a forma de gás para um papel especial, com cobertura de plástico, ou para materiais como alumínio, aço inox ou tecidos com no mínimo 30% de poliéster.

Essas impressoras utilizam cartuchos de tinta independentes, que são como fitas; essas fitas transferem através de calor, as imagens para o papel que está sendo impresso. Cada uma das quatro cores básicas (magenta, amarelo, ciano e preto) são impressas uma de cada vez, ou seja, toda a folha é impressa utilizando o magenta, depois a folha é recolhida e é impresso o amarelo, e assim por diante. Isso eleva um pouco o tempo da impressão.

Esta tecnologia é ideal para imprimir fotografias e pinturas. Seu custo, todavia, é bastante elevado.


Bibliografia

  • COLUMBUS, Louis. Guia Simples de Impressoras. Rio de Janeiro: Berkeley, 1993. ISBN 85-7251-147-4


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  • Impressora
  • Impressora térmica
  • Impressora de transferência térmica

April 28, 2008

Sistema | Controlador de malha aberta

Filed under: Uncategorized — admin @ 5:50 pm

Controlador de malha aberta consiste basicamente em um sistema que não possui realimentação, utilizado normalmente durante o cálculo do lugar das raízes. O sistema em malha aberta indica a resposta estacionária do sistema, onde o sinal resultante não é reutilizado para corrigir um eventual erro.

Ele já está circulando | Albus Severus Potter

Filed under: Uncategorized — admin @ 5:25 pm

Albus Severus Potter é o segundo filho de Harry e Gina Potter. Estima-se que nasceu em torno de 2005-2006, seu nome provém de dois diretores de Hogwarts, Albus Dumbledore e Severus Snape. No epílogo de Deathly Hallows, ele está indo para Hogwarts pela primeira vez. Devido as brincadeiras do seu irmão mais velho, James Potter, Albus fica com medo de ser colocado na Sonserina em vez de Grifinória, a casa da sua família. Harry tranquiliza Albus de que ele será amado não importa o que aconteça, e informa a ele que Severus Snape, um dos dois diretores do qual ele foi nomeado, era sonserino e era provavelmente “o homem mais bravo que ele já conhecera”. Além disso, ele revela a Albus que ele mesmo foi colocado na Grifinória porque pediu ao chapéu para não o por na Sonserina, algo que nunca tinha contado a nenhuma outra das suas crianças. O tio de Albus, Ron Weasley, teve medos similares de não ter sido colocado na Grifinória quando foi primeiramente a Hogwarts. Anota-se também que de todas as crianças de Harry, Albus Severus é o único que herdou os olhos da mãe de Harry.